Renascimento (séc. XV-XVI)

Cenário:

O Renascimento é considerado um dos mais extravagantes e esplendidos períodos da história do vestuário, isso porque é o primeiro período em que conseguimos enxergar aquilo que chamamos hoje de moda.

Nesse período, a sociedade começa a buscar mais conhecimento, questionando-se sobre assuntos antes inquestionáveis, como a hegemonia da Igreja Católica. A arte também ganha destaque, retomando os valores da cultura clássica, lá da Grécia e Roma Antigas.

Aliado a essa explosão de ideias, que chamamos de Renascimento Cultural, temos o Renascimento Urbano e Comercial, que surge como consequência da estabilidade política da Europa após os grandes conflitos, como a Guerra dos Cem Anos, e o desejo de expansão comercial e territorial.

A crescente estabilidade política e expansão econômica permitiu que mais pessoas pudessem ter acesso às “boas coisas da vida”, o que, como todas nós mulheres sabemos bem, inclui roupas. As pessoas passam, então, a se vestir umas para as outras, sendo influenciadas pelo cenário cultural no qual estão inseridas. Surge, portanto, a moda.

Vestuário Básico:

O vestuário no início do século XV seguia ainda os traços do final da Idade Média: tanto homens quanto mulheres usavam túnicas longas que cobriam o corpo do pescoço aos pés. Contudo, como vimos acima, as mudanças culturais da época foram acompanhadas por mudanças no vestuário.

Assim, a peça básica do vestuário masculino passou a ser o doublet, uma espécie de colete acolchoado, abotoado na frente, com ou sem mangas. Inicialmente abotoado até o pescoço, evoluiu para um decote V, que permitia exibir a camisa (usada por baixo) e o rufo (ver post sobre o Barroco). As mangas sofreram mudanças, passando de bem ajustadas do ombro ao pulso, a bufantes na parte superior dos braços. Tais mangas poderiam ser “destacáveis”. Para completar o look, usavam calças justas (tipo leggins) e “bermudões” até o joelho.

Já o vestuário feminino era composto por, no mínimo, três partes: corpete, saia e mangas. O corpete era ajustado ao corpo, cobrindo dos ombros até a cintura. É importante ressaltar que ele não era apertado, não deformava o corpo das mulheres como veremos em outros períodos, tinha a intenção apenas de ressaltar a silhueta feminina. Os decotes eram amplos, geralmente mostrando um pouco dos ombros e cruzando o peito numa curva logo acima dos seios. Por baixo do corpete era comum se usar uma camisa de tecido fluido ou transparente.

As saias eram amplas, sendo usada uma espécie de armação, em madeira ou outro material “firme”, para dar o formato desejado. Algumas saias possuíam uma abertura na frente que revelava uma sob saia, geralmente em tecido diferente.

Por fim, temos as mangas independentes ou “destacáveis”, ou seja, elas podiam ser anexadas ao corpete (por meio de botões, laços, etc.), o que permitia uma variedade maior de looks. Os estilos diferentes, mas o mais comum eram as bufantes na região dos ombros seguindo mais ajustadas ao longo do braço.

Adornos:

Os europeus deste período eram bastante cuidadosos com a aparência e com os acessórios que escolhiam.

Para os homens, os acessórios mais comuns eram cinto, espada e par de luvas. O cinto era de couro, no qual se pendurava a espada (um cavalheiro jamais sairia de casa sem a sua!), altamente ornamentada. As luvas também eram penduradas no cinto.

As mulheres também usavam um cinto no qual carregavam vários acessórios, como leques, luvas e lencinhos (os famosos lencinhos das donzelas!).

Tais acessórios eram usados somente pelos membros de classes mais abastadas.

Cabelos:

As mulheres continuavam a usar os cabelos como no século XV: longos e com uma variedade de penteados, como tranças, cachos, rolos, etc.

Os grampos de metal foram usados pela primeira vez para manter o cabelo no lugar, em 1545. Também era muito comum adicionar cordas, joias ou flores nos cabelos, ou amarrar fitas através das tranças. Perucas eram usadas ​​quando os cabelos da mulher eram muito finos ou quando não se tinha tempo para fazer os penteados desejados. Além disso, muitas mulheres usavam ​​corantes ou outros métodos para tingir os cabelos, sendo os loiros e os vermelhos as cores que faziam maior sucesso.

Criação:

Para esse período nos inspiramos na obra do artista italiano Giovanni Ambrogio de Predis “Retrato de uma Dama”.

Foi confeccionaao em aula uma rede de linha e completando com a fita no meio da testa com flores.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s