Barroco (séc. XVII – início séc. XVIII)

Cenário:

A Europa do século XVII foi marcada de um lado pela ascensão da França como a grande potência da região e de outro pela grande luta pelo poder político que ocorreu entre monarquia e parlamento na Inglaterra. Essas questões sociais acabaram influenciando o modo como as pessoas viviam e se vestiam. Outras questões como a ascensão da classe média e as diferenças entre o luxo da Igreja Católica e a simplicidade do estilo protestante também influenciaram a cultura e, consequentemente, a indumentária da época.

Com a Inglaterra distraída por anos de guerras civis e conflitos políticos, a França, que havia saído vitoriosa da Guerra dos Trinta Anos (conflito entre Alemanha, Espanha, França, Suíça e Dinamarca) passou a reinar na Europa. O rei da França, Louis XIV (1643 – 1715), lentamente ganhou o poder dos nobres e se estabeleceu como o mais poderoso monarca da região. Ele formou um grande exército, reprimiu a resistência interna e lutou pela expansão de seus territórios. Ele também transformou a França em uma potência econômica recusando-se a importar produtos de outros países e incentivando as indústrias francesas a produzir artigos de luxo. Logo, a França se tornaria a maior produtora de artigos de luxo, tais como renda, seda, fitas e perucas, que eram exportados para o resto da Europa. O poder político e econômico francês passou a influenciar o gosto do europeu, que seguia as tendências introduzidas pela corte e vendidas pelas indústrias francesas.

Barroco, portanto, é o nome do estilo que influenciou arquitetura, pintura, escultura, música, decoração de interiores e também arte têxtil e vestuário da época. Caracterizado por ornamentação extravagante, desenho curvilíneo, esplendor e rigidez, tem a figura de Luis XIV como o grande trendsetter da época, encorajando a corte a seguir suas extravagâncias e levando muitos à falência.

Vestuário Básico:

Embora a silhueta básica feminina não tenha se alterado muito em relação ao século XVI, os detalhes decorativos perderam leveza e simplicidade, passando a ricos e formais.

Os vestidos do início do século XVII, portanto, continuavam a moda do século XVI. As saias eram moldadas por armações e as mangas eram bufantes e cheias, cobrindo completamente os braços. Por volta de 1620, o estilo começou a mudar visivelmente. As mangas encurtaram, marcando a primeira vez em que os braços das mulheres eram visíveis em centenas de anos da história do vestuário europeu. Porém, geralmente, usava-se uma camisa rendada de mangas longas por baixo. As saias passaram a revelar anáguas (sob saias amplas utilizadas para dar volume, decoradas com rendas e babados) devido ao comprimento (encurtamento da saia) ou abertura frontal.

Ao final do século XVII, as mulheres vestiam a mantua: uma sobreveste simples em forma de “T”, que ia dos ombros ao chão, com a saia presa nas laterais dando o aspecto de uma cauda longa, de cor própria ou contrastante. Para completar o look, corpetes em silhueta V e decotes mais fechados, que cobriam os ombros, e o rufo, cobrindo o colo.

Mantua – vestido usado pela Rainha Elizabeth em sua coroação.

O rufo era uma espécie de colarinho plissado, utilizado como uma roda em torno do pescoço. Dava um aspecto de cabeça erguida e um ar de arrogância, o que o tornou popular entre a nobreza europeia. Fazia parte tanto do vestuário masculino quanto feminino. Era usado ainda no século XVI, porém sua forma evoluiu durante os períodos, passando de estreito e fechado ao redor do pescoço, a amplo e aberto, como em forma de “U”. Ao final do período Barroco, evoluiu para uma renda plissada ao redor do decote, no caso do vestuário feminino.

Já o vestuário masculino sofreu uma transformação relativamente maior ao longo do período. A ostentação de laços, fitas e panos cascateados do início e meio do Barroco foi substituída por um estilo mais rígido e estofado, dando a impressão de que os homens eram uma extensão da mobília em que se sentavam. A principal inovação foi a adoção do conjunto de três peças: casaco, colete e calções, baseado no vestuário tradicional persa e que seria o precursor do terno moderno.

Cabelos:

Ter os cabelos arrumados era muito importante tanto para os homens quanto para as mulheres do período. No início do século, os homens utilizavam seu cabelo natural, com bigodes grossos e barba complementando o look. Contudo, quando o cabelo do rei Louis XIV começou a cair, ele começou a usar perucas, o que não demorou para virar tendência entre os homens da época. Quanto mais volumosas eram as perucas, mais finos tornavam-se os bigodes.

Já as mulheres não presenciaram uma mudança tão dramática. Cacheados ou crespos, os cabelos eram mantidos altos, em penteados fontage (enfeite de cabeça composto por uma torre de laços e fitas engomados). Joias, rendas, linho e fitas podiam ser adicionados ao penteado, complementando o look.

Em relação à coloração, preferiu-se o castanho escuro e o preto durante a maior parte do período. Mais tarde, o pulverizado começou a ser usado, popularizando-se no período seguinte: o Rococó.

Criação:

Neste período, inspiradas pela rainha Elizabeth, recriamos um acessório que ela usava muito na frente de suas coroas. Um acessório mais longo que chegava até quase a testa com pedras grandes e suntuosas.

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