Estilo Império (1789 – 1830)

Cenário:

O grande descontentamento do povo e da classe trabalhadora culminou com o início da Revolução Francesa em 1729.

De um lado, a escassez de alimentos e a decadência econômica; de outro, o luxo da corte e a insensibilidade do rei Louis XVI e sua rainha, Maria Antonieta, a quem se atribuiu a frase “Se não tem pão, que comam brioches”, supostamente dirigida ao povo faminto.

Assim, a desigualdade característica do período estava prestes a cair, e uma consciente “politização” do vestuário veio promover e expressar os ideais da nova ordem social. As sedas deram lugar ao algodão, a silhueta ficou mais simples e a decoração opulenta foi banida. A intenção era se distanciar de tudo o que se relacionasse com a corte, até por uma questão de segurança, pois de setembro de 1793 a julho de 1794, um dos líderes revolucionários, Maximilien Robespierre, executou diversos adversários políticos sob o pretexto da pureza ideológica, durante o chamado período do Terror.

A rejeição dos tecidos e trajes luxuosos, contudo, teve forte impacto negativo para a indústria têxtil e para a economia francesa – e quem mais sofreu com isso foi o trabalhador.

O idealismo da primeira etapa da Revolução Francesa deu lugar ao período do Diretório, e a sociedade, mais uma vez, voltou seu interesse para modismos e novidades. No ramo artístico, vigora o Neoclassicismo que, caracterizado pelo modismo recatado e pela simplicidade, buscou inspiração na Antiguidade Grega e Romana.

Vestuário Básico:

Chemise é o nome da peça de vestuário feminino típico do período. É um vestido simples, de algodão branco, que derivava de uma roupa de baixo. Quase transparente, com mangas curtas e recolhidas, decote baixo e saia fluida e sem volume, era baseado nos trajes das antigas estátuas gregas. A cintura saiu de sua posição natural e definiu-se logo abaixo do busto; espartilhos foram abolidos. O uso de um vestido-de-baixo preservava o recato.

Os tecidos eram simples, como musselina, gaze leve de algodão e percal (tecido, geralmente 100% algodão, comum em lençóis), mas davam o efeito acortinado necessário para replicar estilos clássicos. Estampas belas e de cor própria respondiam pela ornamentação e os sapatos eram leves e de cano baixo.

Tais tecidos, porém, não davam conta do inverno europeu, fazendo necessárias peças mais quentes, como xales de caxemira. Originalmente importados da Índia, os xales logo ganharam réplicas de lã de ovelha. Retratos pintados na época mostravam mulheres usando o xale enrolado ao corpo de uma forma similar às pinturas clássicas.

Adornos:

O corte leve e simples da chemise teve implicações práticas. Como não dava mais para incluir bolsos nas saias, as mulheres passaram a carregar pequenas bolsas ou sacolas de mão. Essas bolsas, com boca fechada por um cordão, chamavam-se retículos. Eram feitas numa grande variedade de tecidos, estilos e formas: de urnas e abacaxis a conchas e cestas.

Criação:

Uma peça muito usada no período do Império era o Bonnet, um chapéu muito usado pelas mulheres.

Esse da referência é da coleção de  Lancaster-Barreto, de 1808.

Para a peça que confeccionamos, utilizamos algodão entretelado e detalhes em fita nas bordas e como amarração do mesmo.

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